
Apresentação de coral, performances de teatro e dança e discussões sobre o desenvolvimento de São Luís marcaram o primeiro dia da II Semana Transdisciplinar “São Luis para além dos 400 anos: História, Educação e Sociedade”.
De 19 a 23 de novembro a semana educacional proporciona através de oficinas, apresentações artísticas e culturais, exibições de painéis e mesas de discussões estimular o hábito da pesquisa e o desenvolvimento da capacidade analítica sobre o papel do educador na classe universitária no Maranhão.
No inicio do evento, o coral formado pelos alunos do Colégio Santa Fé cantaram o Hino de Louvação a São Luís encantando aos presentes em uma noite dedicada a homenagens a cidade. Logo em seguida a Cia Fratellos encenou a performance de teatro e dança o “MILAGRE DE GUAXENDUBA”, que por meio de movimentos corporais, e linguagens simbólicas à crença popular trouxe à cena uma das mais memoráveis batalhas da história ludovicense.
Com a temática “Construindo a cidade e desconstruindo mitos: História, memória e patrimônio além dos 400 anos” a mesa de discussões formada pela Profª. M.s. Maria de Lourdes Lauande Lacroix, do Departamento de História e Geografia da UEMA, Profª. M.s. Márcia Milena Galdez Ferreira, da UEMA e pelo Prof e Historiador Carlos Tadeu, e mediada pelo Prof. Espc. Getulio Germano , da Faculdade Santa Fé, deram prosseguimento a abertura oficial do evento.
O historiador Carlos Tadeu abordou o crescimento urbano de São Luis de 1799 a 1805 relatando o destaque que os azulejos portugueses deram as fachadas das casas e aos prédios no Centro da cidade. Carlos Tadeu falou também sobre o forte poder religioso e a influência dos homens de negócios que freqüentavam a Praia Grande, além de citar a época em que São Luís tinha o título de “Cidade Verde”.
Já a professora Maria de Lourdes Lauande Lacroix, do Departamento de História e Geografia da UEMA, desmistificou o mito sobre os milagres ocorridos na Batalha de Guaxembuda , afirmando que os acontecimentos e conquistas foram desfechos de táticas de guerra contra a invasão francesa no Maranhão por Jerônimo de Albuquerque.
Encerrando as discussões a professora Márcia Milena Galdez Ferreira, da UEMA, apresentou um estudo sobre a etnografia do Centro Histórico de São Luís, enfatizando as formas de sociabilidade dos moradores da região. Explicou as fronteiras simbólicas e a posição de afirmação do moradores pela legitimidade da sabedoria da verdadeira história do Centro de São Luís.
Ao final os educadores destacaram a importância da constante formação dos professores para elaboração e aplicação de projetos práticos que influenciem os alunos a conhecerem a cidade que habitam, dando o primeiro passo desde a educação básica para que as futuras pesquisas apresentem uma multiplicidade de opções.
