Inclusão e desenvolvimento educacional através da Língua Brasileira de Sinais. A acadêmica de Pedagogia Rayssa Diniz fez a defesa de sua monografia destacando a comunicação como ferramental principal do ensino e da aprendizagem.
Citando expoentes da educação para surdos a estudante faz um resgate histórico dos desafios e preconceitos que a pessoa surda sofria na sociedade. Entre os estudiosos analisados está Pedro Ponce de Leon (1520-1584), padre que desenvolveu um alfabeto manual para ajudar crianças surdas a se comunicarem.
Antes da linguagem de sinais os surdos eram ensinados apenas a escrever como forma de comunicação. No Brasil a Libras é regulamentada como língua própria dos surdos pelo Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005.
Rayssa Diniz ressalta a importância da Libras como ferramenta e direito dos surdos à educação, e aconselha uma mudança nas grades curriculares das instituições de ensino superior. “A língua é utilizada para nos expressamos e adquirir conhecimento. A pessoa surda deve ser inclusa sem discriminação. A presença do interprete facilita a comunicação de todos. A disciplina de educação especial nas faculdades deve ter uma carga horária maior. A integração contribui tanto para o professor como os alunos a se desenvolverem, ficarem mais capacitados” explica.
Ao final da defesa a banca formada pelas professoras Lourdes Maria, Jane Castro e a orientadora Ludmila Godim aprovaram a acadêmica com nota máxima.
* A apresentação da monografia teve auxilio do interprete da Faculdade Santa Fé Arenilson Costa Ribeiro.